Ele olha para mim, e eu olho para ele.
Ele me diz que não vai acelerar só porque eu quero.
Eu continuo a olhar e questionar por que demoras tanto?
Não tenho uma resposta. E nem mais um compasso de tempo.
Silêncio absoluto. Nada. Agonia e mais um pouquinho de impaciência.
Me estico na cadeira. Uma senhora corcunda passa na segunda porta e me olha com cara de desprezo. Eu penso: Até a senhora? Mas não digo nada. Volto a olha-lo. Desta vez, encaro e faço minha melhor cara de brava.
Ele não se intimida. 32 segundos passaram. Espero o alívio, mas ele não vem. Espero a calmaria, mas só escuto meu coração acelerar. Decido ir até a máquina de café. Expresso e Capuccino me olham e eu finjo que fiquei em dúvida para o tempo passar mais rápido. Escolho capuccino. Engulo sem pensar duas vezes e queimo a língua.
Ouço gritos da paciente do consultório do psiquiatra da sala 2 e penso se também vou passar por isso. Sei que não. Mas continuo a agir como louca.
Volto para minha cadeira de espera e continuo a encarar o relógio e ele continua a não se intimidar. 5 minutos passam.
Meu olhar fixo se irrita, e num ápice de loucura levanto, fico de pé na cadeira e grito para o relógio: Passe mais rápido! Não aguento mais esperar sua boa vontade!
Uma moça com feições calmas chega ao meu lado e diz para eu sentar e esperar mais um segundo.
Uma porta se abre.
Eu ainda de pé sou flagrada pelo médico que diz: Paciente número 13.
Rapidamente,penso - minha sentença já foi decretada. 3 anos no hospício do Rio de Janeiro. -
segunda-feira, 7 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Burguês
E o que se tem com todo esse desequilíbrio, com todos esses tropeços e mancadas, com todo esse canalhismo?
E andas por aí como se carregasse a minha cruz, como se a tua dignidade não fizesse falta e você nem fosse você mesmo. A verdade que te rondas não é mais aquela que me assusta. Nossos pés já se acostumaram com o asfalto quente da primeira avenida. Nosso estômago já se acostumou com o buraco que o perfura todos os dias.
Tua impetuosidade é o que me assusta, mas você nem liga; Segue em frente e me apavora.
Você não é mais o burguês, você está aqui agora e não sabe mais viver, desaprendeu ou esqueceu. Vive o hoje como ontem e o amanhã como hoje. Então não venhas me dizer que és melhor do que alguém ou que cansou das minhas meias sujas e polidas e do meu mal humor matinal, porque você não é mais o herói problemático das minhas histórias de enfoque psicológico. Mas continue assim, enganar a si mesmo é muito melhor que enganar os outros, ou talvez toda a sua burguesia.
E andas por aí como se carregasse a minha cruz, como se a tua dignidade não fizesse falta e você nem fosse você mesmo. A verdade que te rondas não é mais aquela que me assusta. Nossos pés já se acostumaram com o asfalto quente da primeira avenida. Nosso estômago já se acostumou com o buraco que o perfura todos os dias.
Tua impetuosidade é o que me assusta, mas você nem liga; Segue em frente e me apavora.
Você não é mais o burguês, você está aqui agora e não sabe mais viver, desaprendeu ou esqueceu. Vive o hoje como ontem e o amanhã como hoje. Então não venhas me dizer que és melhor do que alguém ou que cansou das minhas meias sujas e polidas e do meu mal humor matinal, porque você não é mais o herói problemático das minhas histórias de enfoque psicológico. Mas continue assim, enganar a si mesmo é muito melhor que enganar os outros, ou talvez toda a sua burguesia.
sábado, 22 de maio de 2010
Sob pena de ver seu mundo cair.
Se tens tudo que quer, falta algo.
Se o sujeito não tem nada, reclama.
Um folículo de felicidade para alguns é um balde para outros.
Igualdade não existe. O senhor do tempo não manda em nada. O amor não ama. O sujeito nota 10 vive atrás das escolhas certas, nada errado serve. Mal sabe ele que se não erras não aprendes, e então, não acertas.
Enquanto o mundo se acaba em estrume, as pessoas continuam se achando donas dele. E o resto não importa, é resto. Mal sabem que sem pelo menos um pouco de humanismo não paramos em lugar nenhum, apenas em nossa própria cabeça, não saímos do nosso umbigo.
Queremos provar que não somos tão egoístas, enquanto só ligamos para saber o quão egoístas podemos ser.
Cadê a falta de ar, a dor nos pulmões de tanto gritar para o vento e progredir nossos direitos?
Cadê o gosto doce em proclamar AMOR de verdade à alguém?
Cadê a verdade e os nossos princípios?
No meio de tanta falsidade e banalização, você continua sem escolhas, sem verdades, sem qualquer coisa, somente você e o que está disposto a fazer das coisas que eram verdade, mas que agora não passam de antiguidade.
Se o sujeito não tem nada, reclama.
Um folículo de felicidade para alguns é um balde para outros.
Igualdade não existe. O senhor do tempo não manda em nada. O amor não ama. O sujeito nota 10 vive atrás das escolhas certas, nada errado serve. Mal sabe ele que se não erras não aprendes, e então, não acertas.
Enquanto o mundo se acaba em estrume, as pessoas continuam se achando donas dele. E o resto não importa, é resto. Mal sabem que sem pelo menos um pouco de humanismo não paramos em lugar nenhum, apenas em nossa própria cabeça, não saímos do nosso umbigo.
Queremos provar que não somos tão egoístas, enquanto só ligamos para saber o quão egoístas podemos ser.
Cadê a falta de ar, a dor nos pulmões de tanto gritar para o vento e progredir nossos direitos?
Cadê o gosto doce em proclamar AMOR de verdade à alguém?
Cadê a verdade e os nossos princípios?
No meio de tanta falsidade e banalização, você continua sem escolhas, sem verdades, sem qualquer coisa, somente você e o que está disposto a fazer das coisas que eram verdade, mas que agora não passam de antiguidade.
As probabilidades nem sempre são as verdades.
Cotovelos calejados do mármore sujo e que já tem a minha marca.
Lá em baixo a imensidão de pedra e concreto não sabe quantos já se machucaram.
Janelas e grades que acham que seguram alguma coisa.
A bandeira negra que balança para onde o vento sopra me indica a direção a tomar.
E quanto a você? Olhe para os pedidos de desculpa, talvez encontre algum sentido que eu já cansei de procurar.
A velha senhora que equilibra as bolsas de mercado num pedacinho de calçada, não sabe de nada que você não saberia.
O telhado que já não tem mais cor, não sabe por que mas ele vive descascando.
O prédio que já não tem mais espaço para ser pixado, sabe menos que eu por que as pessoas não respeitam nada.
(...)
Estão todos cansados de ser o que são. Todos querendo mudar, progredir; Ser algo que não são ou que nunca vão ser.
A queda pelo impossível chama atenção de si mesmo. Mas o que o impossível é? Um grande buraco que não tem fim, ou só a nossa imaginação?
A segunda opção me atrai mais.
Lá em baixo a imensidão de pedra e concreto não sabe quantos já se machucaram.
Janelas e grades que acham que seguram alguma coisa.
A bandeira negra que balança para onde o vento sopra me indica a direção a tomar.
E quanto a você? Olhe para os pedidos de desculpa, talvez encontre algum sentido que eu já cansei de procurar.
A velha senhora que equilibra as bolsas de mercado num pedacinho de calçada, não sabe de nada que você não saberia.
O telhado que já não tem mais cor, não sabe por que mas ele vive descascando.
O prédio que já não tem mais espaço para ser pixado, sabe menos que eu por que as pessoas não respeitam nada.
(...)
Estão todos cansados de ser o que são. Todos querendo mudar, progredir; Ser algo que não são ou que nunca vão ser.
A queda pelo impossível chama atenção de si mesmo. Mas o que o impossível é? Um grande buraco que não tem fim, ou só a nossa imaginação?
A segunda opção me atrai mais.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Wishes or Choices?
O que queres minha linda donzela?
Um pequeno café ou um pequeno cigarro; Ou o pequeno já não é o bastante para você?
O que queres minha linda donzela?
Um grande comprimido para dormir ou um grande comprimido para dopar-te; Ou o grande já é demais para você?
Escolha, e eu lhe darei; Uma gota do meu amor ou minha enxurrada de sentimentos.
Escolho a ti, meu bem para querer-te. Escolha-me também para que suas facetas se desfaçam e você viva apenas das verdades de minha vida. Venha para cá, pequeno ser do mundo encantado, venha para que eu possa experimentar cada pedaço de sua doçura e simplicidade.
Esperar-te não me cansa. Me humaniza.
Um pequeno café ou um pequeno cigarro; Ou o pequeno já não é o bastante para você?
O que queres minha linda donzela?
Um grande comprimido para dormir ou um grande comprimido para dopar-te; Ou o grande já é demais para você?
Escolha, e eu lhe darei; Uma gota do meu amor ou minha enxurrada de sentimentos.
Escolho a ti, meu bem para querer-te. Escolha-me também para que suas facetas se desfaçam e você viva apenas das verdades de minha vida. Venha para cá, pequeno ser do mundo encantado, venha para que eu possa experimentar cada pedaço de sua doçura e simplicidade.
Esperar-te não me cansa. Me humaniza.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Uma bagagem de defeitos.
É quando choro que me lembro que sou muito mais do que tudo isso. Lembro de quantas vezes prometi que só iria chorar por quem merecesse. Mas sempre acho que ninguém merece, então esse discurso barato e clichê não serve de nada.
Lembro bem fácil de como não posso chorar por você, porque quando as lágrimas caem e a ferida arde, ela me lembra. Podem passar anos, a ferida se cicatrizar, mas por dentro ainda é carne viva. Vermelha e lacrimosa. Triste.
É neste momento que a solidão me avisa que eu nunca tive ninguém, e que nunca vão gostar de mim. Minha insanidade me recorda que essa não sou eu e que quando a gente muda, muitas vezes é só uma maquiagem, seu eu verdadeiro está dentro de si, escondido.. mas está. Meu masoquismo aparece, e me lembra de machucados ditos "sem querer" enquanto eu ainda era apenas uma criança. Ele me lembra que enquanto eu cismo em dizer que não gosto de sofrer nem de nada disso, no fundo eu gosto.
Meu egoísmo não me deixa esquecer que eu sempre me achei e sempre vou achar que tudo está ao meu redor, o mundo gira em torno de mim. Minha falta de caráter me lembra de sabotagens e mentiras e do quanto já paguei para ser apenas um pouquinho feliz.
Meus defeitos são circunstâncias, minhas manias são consequências.
A máscara de alegria que montei enquanto você esteve aqui, por questão de segundos cai e vem à tona todos os defeitos que tentei esconder durante muito tempo, mas que um dia saberia que apareceria cada detalhe de uma vida de mentiras e maldades.
Me montei bonita. Me montei generosa e boazinha. Mas do que isso vale? Do que toda essa mentira vale? Nada.
Porque a verdade sempre aparece, por bem ou por mal. E as entrelinhas são invisíveis só para quem não quer ver.
Lembro bem fácil de como não posso chorar por você, porque quando as lágrimas caem e a ferida arde, ela me lembra. Podem passar anos, a ferida se cicatrizar, mas por dentro ainda é carne viva. Vermelha e lacrimosa. Triste.
É neste momento que a solidão me avisa que eu nunca tive ninguém, e que nunca vão gostar de mim. Minha insanidade me recorda que essa não sou eu e que quando a gente muda, muitas vezes é só uma maquiagem, seu eu verdadeiro está dentro de si, escondido.. mas está. Meu masoquismo aparece, e me lembra de machucados ditos "sem querer" enquanto eu ainda era apenas uma criança. Ele me lembra que enquanto eu cismo em dizer que não gosto de sofrer nem de nada disso, no fundo eu gosto.
Meu egoísmo não me deixa esquecer que eu sempre me achei e sempre vou achar que tudo está ao meu redor, o mundo gira em torno de mim. Minha falta de caráter me lembra de sabotagens e mentiras e do quanto já paguei para ser apenas um pouquinho feliz.
Meus defeitos são circunstâncias, minhas manias são consequências.
A máscara de alegria que montei enquanto você esteve aqui, por questão de segundos cai e vem à tona todos os defeitos que tentei esconder durante muito tempo, mas que um dia saberia que apareceria cada detalhe de uma vida de mentiras e maldades.
Me montei bonita. Me montei generosa e boazinha. Mas do que isso vale? Do que toda essa mentira vale? Nada.
Porque a verdade sempre aparece, por bem ou por mal. E as entrelinhas são invisíveis só para quem não quer ver.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Growing up or just faking?
Pés descalços, cabeça vazia ou completamente cheia.
O mundo se acabando lá fora, enquanto eu fico aqui esperando que qualquer coisa mude por si só.
Minha coragem já não é o suficiente para me fazer levantar e lutar como eu fazia. Eu apenas cansei; Cansei de tentar corrigir coisas e pessoas que nunca vão ser corrigidas nem mudadas. Cansei de ter que aturar muita coisa em pouco tempo e depois só se lamentar.
Com um milhão de pensamentos por hora, agora eu só vou descansar para que algum dia eu levante e comece a lutar novamente, como se nunca tivesse feito isso antes.
O novo adora nos surpreender, ele nos motiva. Ás vezes é bom fingir que tudo é novidade, que tudo é fácil ou somente simples. Só o que nos resta a fazer é encarar e superar com o seu melhor sorriso falso, porque nada, nunca vai ser fácil.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Cadê o meu final feliz?
Se é raiva do mundo inteiro eu não sei.. Se é raiva de todo mundo, também não sei.
Não sei de nada, nada mais é meu. Nada é o que eu sempre quis ser ou ter.. nada é sempre nada!
Quando se está só, dá pra ver o quanto se tem além do brilho dos olhos que embassam com a pequena gota salgada que vai se formando dentro de si e é expelida pelos olhos, dor. Arrependimento, talvez. Saudade, sempre. O que fazer quando se tem todas as oportunidades do seu lado quando você quer fugir delas e de repente elas somem mas você as quer de volta?
E eu continuo pelos cantos, entre copos e cigarros, entre fugas rotineiras que querem deixar de ser rotina e serem só fugas de todos-os-dias.
No meio de tantos textos e frases não terminados eu encontro os vestígios do seu amor, do seu calor, dos seus olhos e dos seus sorrisos forçados. É de lá que eu fujo, e tanto fujo e tanto me encontro porque aquela vontadezinha que vem do nada de completá-los não é à toa, porque eles só serão completos quando você estiver aqui e você não está mais aqui, não tem continuação, história sem fim..ponto final.
Não sei de nada, nada mais é meu. Nada é o que eu sempre quis ser ou ter.. nada é sempre nada!
Quando se está só, dá pra ver o quanto se tem além do brilho dos olhos que embassam com a pequena gota salgada que vai se formando dentro de si e é expelida pelos olhos, dor. Arrependimento, talvez. Saudade, sempre. O que fazer quando se tem todas as oportunidades do seu lado quando você quer fugir delas e de repente elas somem mas você as quer de volta?
E eu continuo pelos cantos, entre copos e cigarros, entre fugas rotineiras que querem deixar de ser rotina e serem só fugas de todos-os-dias.
No meio de tantos textos e frases não terminados eu encontro os vestígios do seu amor, do seu calor, dos seus olhos e dos seus sorrisos forçados. É de lá que eu fujo, e tanto fujo e tanto me encontro porque aquela vontadezinha que vem do nada de completá-los não é à toa, porque eles só serão completos quando você estiver aqui e você não está mais aqui, não tem continuação, história sem fim..ponto final.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Efeito contrário.
Me faz feliz tentar conectar toda essa felicidade com alguma tristeza do meu dia-a-dia tão comum, porque se não for assim fica tudo muito feliz, muito alegre, muito não eu.. Me faz feliz ter a certeza de que amanhã tem outro dia pra eu tentar concertar tudo de errado que fiz hoje, e as vezes quando ainda são 4 da tarde dá vontade de pular na cama só pro dia passar mais rápido e chegar logo amanhã, finalmente.
Ou então, correr para casa dar play no CD do Muse que me espera pausado, fumar meu velho e bom cigarro e só esquecer e acrescentar mais qualquer loucura do meu dia-a-dia comum.
Mas não adianta porque eu sempre sei que amanhã vai ser a mesma coisa. Todo dia, cansando de ser mais uma louca que percorre as ruas sem rumo, sem nada, sem sequer saber meu nome. Mas não posso chorar, nem chorar eu posso. Porque eu sei que sou muito mais forte que isso. Uma grade armadura que se mantém acima de tudo com uma grande cara de que nada me afeta. É, Posso ser isso.. ou não. Com certeza não sou.
Seus braços já não me aquecem mais, minha felicidade já não é feliz o bastante pra eu ser feliz e nem a tristeza me basta agora.
Meus ouvidos já se acostumaram com a gritaria do apartamento de cima. O fumo já não me faz mal de tanto que fumei. A água ardente já não me deixa embriagada.
Seus olhos já não me causam o efeito que me causavam. Minha imaginação já cansou de minhas idéias chatas e sem sentido. Os Beatles cansaram de me dar inspiração.
Meus textos também já não gostam mais de mim. Meu apartamento já não fica tão limpo quanto antes. Meus jeans nem desbotam mais de tanto que já estão desbotados. (..)
E eu não canso de me perguntar o que não perde o efeito para mim, talvez meu eu completo. Minha insanidade que faz completo sentido para mim, pra você talvez não.
Talvez quando um dia eu cansar mesmo de tentar entender quem eu realmente sou, eu descubra. O que resta aqui e agora são apenas os destroços de apenas uma imagem a zelar.
E para informações futuras, eu me contento com isso.
"Não sei se sou anjo ou se sou seu amor."
Ou então, correr para casa dar play no CD do Muse que me espera pausado, fumar meu velho e bom cigarro e só esquecer e acrescentar mais qualquer loucura do meu dia-a-dia comum.
Mas não adianta porque eu sempre sei que amanhã vai ser a mesma coisa. Todo dia, cansando de ser mais uma louca que percorre as ruas sem rumo, sem nada, sem sequer saber meu nome. Mas não posso chorar, nem chorar eu posso. Porque eu sei que sou muito mais forte que isso. Uma grade armadura que se mantém acima de tudo com uma grande cara de que nada me afeta. É, Posso ser isso.. ou não. Com certeza não sou.
Seus braços já não me aquecem mais, minha felicidade já não é feliz o bastante pra eu ser feliz e nem a tristeza me basta agora.
Meus ouvidos já se acostumaram com a gritaria do apartamento de cima. O fumo já não me faz mal de tanto que fumei. A água ardente já não me deixa embriagada.
Seus olhos já não me causam o efeito que me causavam. Minha imaginação já cansou de minhas idéias chatas e sem sentido. Os Beatles cansaram de me dar inspiração.
Meus textos também já não gostam mais de mim. Meu apartamento já não fica tão limpo quanto antes. Meus jeans nem desbotam mais de tanto que já estão desbotados. (..)
E eu não canso de me perguntar o que não perde o efeito para mim, talvez meu eu completo. Minha insanidade que faz completo sentido para mim, pra você talvez não.
Talvez quando um dia eu cansar mesmo de tentar entender quem eu realmente sou, eu descubra. O que resta aqui e agora são apenas os destroços de apenas uma imagem a zelar.
E para informações futuras, eu me contento com isso.
"Não sei se sou anjo ou se sou seu amor."
domingo, 28 de março de 2010
Desprezo.
Diz para eu esquecer de tudo aquilo que passou.
Diz para eu lembrar que amor nem sempre é amor e sim encantamento.
Diz para eu voltar a ser eu com todos os defeitos que nunca me levam para uma paixão ou qualquer outra coisa com uma boa base ou tripé bem estabilizado.
Diga. Diga mais uma vez; Para eu entender que não vai mesmo mudar nada o que você diz ou deixa de dizer. Diga. Para eu lembrar que eu sou mesmo a pessoa mais egoísta do mundo e que minhas crises são só culpa minha e de mais ninguém. Talvez assim você volte e enxergue a mulher descabelada, com maquiagem borrada de água salgada e com cara de louca que você deixou aqui sentada entre a cabeceira e a cama com lençol amarrotado; Talvez assim você enxergue o que sobrou de scarpins, maquiagens carregadas e um bom cabelo escovado.
Diga. Diga mais uma vez; Para eu entender que não vai mesmo mudar nada o que você diz ou deixa de dizer. Diga. Para eu lembrar que eu sou mesmo a pessoa mais egoísta do mundo e que minhas crises são só culpa minha e de mais ninguém. Talvez assim você volte e enxergue a mulher descabelada, com maquiagem borrada de água salgada e com cara de louca que você deixou aqui sentada entre a cabeceira e a cama com lençol amarrotado; Talvez assim você enxergue o que sobrou de scarpins, maquiagens carregadas e um bom cabelo escovado.
Talvez volte, talvez não..
Talvez enxergue, talvez não..
Continue desprezando, Vá. Continue. Deve ser por tal desprezo que gosto de você, porque se gostasse demais de mim, já não me encantaria mais. A gente só se encanta pelo difícil. O fácil já não tem mais graça. Seria como os outros, o resto. Muito amor, muito abraço, muito dengo, muito "eu te amo", muito. Muita coisa pra mim.
Pode ser que se você voltar eu já nem te queira mais, porque de desprezo não terá mais nada e você vai ser igual aos outros 99% que a gente encontra todos os dias.
Maybe...
Reflexão: "Aprende-se todos os dias que nada é como realmente se espera que será."
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